Náufrago e longe de tudo – Resenha de livro

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Jack London afirma: “As mais belas histórias sempre começam pelos naufrágios”. Com efeito, há algo que nos atrai nas histórias do alto mar. Desde “O Lobo do Mar”, escrito pelo próprio London; de “Os Lusíadas” de Camões ao poema “Navegar é Preciso” de outro luso, Fernando Pessoa; de “Os Trabalhadores do Mar”, escrito por Victor Hugo em seu retiro na Ilha de Guernsey, a “O Velho e o Mar”, escrito por Ernest Hemingway em seu retiro em Cuba: o mar e suas metáforas são uma força que cativa, há séculos, escritores, músicos e poetas, sonhadores e aventureiros. Como então não se apaixonar pelo livro “Tão Longe do Mundo”, de Tavae Raioaoa e Lionel Duroy?

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Resenha de livro: Contra o Fanatismo, de Amós Oz

Contra o Fanatismo de Amós Oz (Rio de Janeiro: Ediouro, 2004, 105 pp.)

Como curar um fanático? Esse é o título original do livro de Amós Oz, que foi traduzido na versão brasileira como Contra o fanatismo. O livro é a compilação de três conferências que o autor proferiu na Universidade de Tübingen, na Alemanha, em 2002: Como curar um fanático?, Israel e Palestina: entre o certo e o certo e O antídoto da imaginação. Nadine Gordimer, prêmio Nobel de Literatura de 1991, afirma no prefácio do livro que Amós Oz é “a voz da sanidade que ultrapassa a confusão, a mentira, a baboseira histérica e a retórica existente no mundo sobre os conflitos atuais.”

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Resenha de livro: Caçando Eichmann, de Neal Bascomb

Caçando Eichmann de Neal Bascomb (Rio de Janeiro: Objetiva, 2010, 383 pp.)

Há mais de 50 anos atrás, Adolph Eichmann, um ex-oficial nazista fugitivo, foi seqüestrado num subúrbio de Buenos Aires próximo à sua residência na Argentina por agentes do Mossad, o serviço secreto israelense. Logo após, foi julgado e condenado à morte em Jerusalém por sua contribuição ao holocausto, nesta que foi a primeira e única aplicação da pena de morte em toda a história de Israel. Os relatos dessa operação, contudo, somente vieram à tona há pouco tempo. Sabe-se hoje, por exemplo, que a operação não foi promovida por agentes privados, como alegado por algumas autoridades da época, mas que possuía o aval oficial de David Ben Gurion, Primeiro-Ministro de Israel e um dos líderes do movimento sionista. Neal Bascomb, inspirado em alguns desses documentos recém divulgados, bem como em diversas de suas entrevistas, aborda em sua obra os detalhes e a logística desse marcante evento da história, que posteriormente foi trabalhado por Hannah Arendt no livro Eichmann em Jerusalém.

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